Três dias, três raides a áreas afetadas pela tempestade Kristin. Primeiro Leiria, depois Marinha Grande e Ourém. António José Seguro assegura que não está a manter uma agenda paralela “nenhuma”, mas tem cancelado iniciativas, o que levanta dúvidas sobre a realização de outras. O jantar comício que aconteceu esta quinta-feira, em Viseu, foi transformado numa espécie de sessão fúnebre, onde pediu “compreensão” às centenas de apoiantes de sua candidatura, em virtude do momento “difícil” que o país está a atravessar.
O candidato presidencial cancelou a atividade de campanha da manhã, em São João da Madeira, para visitar Ourém, mais uma vez sem a presença de jornalistas, e à tarde fez uma longa visita à empresa Simoldes, em Oliveira de Azeméis. Durante mais de 20 minutos, respondeu às perguntas da comunicação social, reafirmando a intenção de continuar com essas visitas, novamente recusando qualquer “aproveitamento político”.
Perante a pressão dos jornalistas sobre a possível demora na resposta às populações, Seguro começou por enfatizar a necessidade de “acudir às pessoas” e depois endureceu o tom ao afirmar, tal como o falecido ministro do PS Jorge Coelho, sobre a tragédia de Entre-os-Rios, que a “culpa não pode morrer solteira” e, uma vez restabelecida a normalidade, “é necessário ter uma conversa séria”.
