“Jornalistas de guerra não são alvos legítimos. Rezamos por eles”, escreveu.
Recorde-se que Israel expandiu, nos últimos dias, as operações militares no sul do Líbano. As IDF dizem visar alvos do Hezbollah, grupo paramilitar aliado do Irão.
Além do “cenário-base” de projeções macroeconômicas, o BCE também preparou um conjunto de previsões “alternativas”, numa ótica “ilustrativa” da forma como a guerra no Médio Oriente poderá afetar o crescimento econômico e a inflação.
Nesses cenários mais gravosos, que serão publicados no site do BCE nos próximos minutos, “uma perturbação prolongada no fornecimento de petróleo e gás natural resultaria numa inflação mais elevada, e crescimento mais baixo” do que nas previsões do cenário-base.
As implicações para a inflação a médio prazo dependem crucialmente da magnitude dos efeitos indiretos e de segunda ordem de um choque energético mais forte e persistente”, escreve o BCE.
O banco central, na senda do que tem dito nos últimos meses, afirma que irá seguir uma “abordagem dependente dos dados”, avaliados “reunião a reunião”, para determinar qual será o nível adequado para as taxas de juro.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, admitiu esta quinta-feira que não existe um calendário definido para o fim das operações militares norte-americanas no Irão, cabendo ao Presidente decidir quando os objetivos forem alcançados.
Em conferência de imprensa, Hegseth sublinhou que a intervenção militar, lançada em 28 de fevereiro, decorre “dentro do planeado” e rejeitou a ideia de um prazo fixo para a sua conclusão.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou esta quinta-feira, em Bruxelas, “a cooperação exemplar” entre a União Europeia (UE) e a Organização das Nações Unidas (ONU), depois de ter participado na reunião do Conselho Europeu.
O responsável das Nações Unidas considerou também que a UE poderá ter “um papel absolutamente central nos esforços para criar uma ordem internacional, baseada no primado da lei”, que resulte em mais justiça e mais ação climática.
António Guterres tem hoje, a convite do também ex-primeiro-ministro português e agora líder do Conselho Europeu, António Costa, um almoço de trabalho com os líderes da UE, à margem da cimeira europeia, com quem debateu a situação internacional.
Esta reunião do BCE contou com a publicação de novas projeções da equipa de economistas do banco central, que foram feitas a partir de dados econômicos que existiam até 11 de março, a quarta-feira da semana passada. Habitualmente, as previsões do BCE usam uma data de “cut off” mais distante do dia em que são divulgadas, ou seja, desta vez os economistas fizeram um esforço por usar dados mais atualizados, reduzindo o tempo para trabalhar sobre esses mesmos dados.
A conclusão é que, no cenário base, a inflação geral deverá atingir uma média de 2,6% em 2026, 2,0% em 2027 e 2,1% em 2028. “A inflação foi revista em alta em comparação com as projeções de dezembro, especialmente para 2026, o que se deve ao aumento dos preços da energia em resultado da guerra no Médio Oriente”, afirma o BCE.
No que diz respeito à chamada inflação subjacente, que exclui os preços da energia e da alimentação, a equipa projeta uma média de 2,3% em 2026, 2,2% em 2027 e 2,1% em 2028. “Este valor é também superior à trajetória das projeções de dezembro, principalmente devido ao aumento dos preços da energia, que impactam a inflação excluindo energia e alimentação”.
Por outro lado, os economistas preveem que o crescimento econômico seja de 0,9% em 2026, 1,3% em 2027 e 1,4% em 2028. “Isto implica uma revisão em baixa, especialmente para 2026, refletindo os efeitos globais da guerra nos mercados de matérias-primas, no rendimento real e na confiança”, afirma o BCE, acrescentando que, “ao mesmo tempo, o baixo desemprego, os balanços sólidos do setor privado e as despesas públicas em defesa e infraestruturas deverão continuar a sustentar o crescimento”.
Os participantes dos mercados de futuros de taxas de juro estavam, há momentos, a considerar provável que as taxas de juro poderiam subir três vezes, na zona euro, até ao final do ano. Mas voltaram, nos últimos minutos, a prever apenas duas subidas (de 25 pontos-base, ou seja, 50 pontos, ou meio ponto percentual), com o comunicado do BCE a usar termos um pouco mais comedidos e tranquilizadores do que o Banco de Inglaterra, que deixou muito claro que está disponível para subir os juros tanto quanto for necessário.
A guerra no Médio Oriente tornou as “perspetivas significativamente mais incertas”, diz o BCE no comunicado de imprensa que acaba de ser divulgado.
As tensões geopolíticas trazem “riscos ascendentes para a inflação e riscos descendentes para o crescimento econômico”.
Trata-se de algo que “terá um impacto substancial na inflação a curto prazo através do aumento dos preços da energia”, porém, “as implicações a médio prazo dependerão tanto da intensidade e duração do conflito como da forma como os preços da energia irão afetar os preços no consumidor e a economia”.
O BCE diz estar “bem posicionado para navegar nesta incerteza”, mas mantém-se “determinado [na missão de] garantir que a inflação estabiliza nos 2% no médio prazo”, já que é esse o mandato do banco central.
A inflação tem-se mantido em torno do objetivo de 2%, as expectativas de inflação a longo prazo estão bem ancoradas e a economia tem demonstrado resiliência nos últimos trimestres”, nota o BCE, acrescentando que “as informações que surgirem no período subsequente ajudarão o Conselho a avaliar a forma como a guerra afetará as perspetivas de inflação e os riscos associados”.
O Conselho do BCE “está a monitorizar atentamente a situação, e a sua abordagem baseada em dados irá ajudá-lo a definir a política monetária de forma adequada”, garante o comunicado.
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia discutiram esta quinta-feira durante cerca de 90 minutos o empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia, mas o primeiro-ministro húngaro recusou levantar o bloqueio, mantendo-se o impasse.
Segundo fontes europeias, no início desta conversa, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, deixou em “termos claros e diplomaticamente fortes” que a decisão do Governo húngaro em bloquear o empréstimo da UE “não é aceitável” e constitui uma violação do princípio da cooperação leal entre Estados-membros, consagrado nos Tratados, tendo em conta que Budapeste tinha aprovado esse empréstimo na cimeira europeia de dezembro.
Costa quis ainda salientar que a reparação do oleoduto de Druzhba — que Budapeste acusa Kiev de estar propositadamente a atrasar para impedir a transferência de petróleo russo para a Hungria — é uma questão diferente, separada do empréstimo e que já está a avançar.
Por último, o presidente do Conselho Europeu condenou declarações recentes do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky — que ameaçou dar as coordenadas da localização de Viktor Orbán a soldados ucranianos se mantiver o bloqueio — considerando-as inaceitáveis e avisando que não ajudam ninguém: nem a Ucrânia, nem a UE, nem a Hungria.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa de juro de referência inalterada em 2%, ao fim de uma reunião de política monetária durante a qual outro banco central, o britânico, indicou que poderá em breve subir os juros devido às pressões inflacionistas geradas pela guerra no Médio Oriente.
A decisão de manter a taxa de juro inalterada já era esperada pelos analistas, apesar de nas últimas semanas todos os principais bancos centrais mundiais terem ficado numa situação mais delicada – confrontados com eventuais pressões inflacionistas causadas pela perturbação dos mercados de energia e, por outro lado, prováveis impactos negativos nas economias.
Neste cenário, os participantes dos mercados de futuros de taxas de juro já estão a considerar provável que as taxas de juro possam subir entre duas e três vezes, na zona euro, até ao final do ano.
Christine Lagarde, a presidente do BCE, irá fazer a habitual conferência de imprensa, a partir de Frankfurt, daqui a cerca de 30 minutos, pelas 13h45 (hora de Lisboa).
