O conflito no Médio Oriente está a desviar milhares de turistas para Portugal. O Jornal de Notícias revela que os principais operadores e especialistas do setor consideram que o território nacional é uma das principais alternativas de viagem, à semelhança de Espanha e Itália, para evitar a instabilidade decorrente dos ataques dos EUA e de Israel ao Irão a 28 de fevereiro.
Estima-se que, apenas da Grã-Bretanha, cerca de 300 mil pessoas escolherão Portugal em vez de destinos como Dubai e Abu Dhabi, ambos nos Emirados Árabes Unidos, o Qatar e até a Jordânia, conforme aponta o diário. “Este número representa aproximadamente 10% do habitual fluxo turístico nessa região do mundo, que se aproxima dos três milhões. São turistas que, ao viajar, priorizam a segurança e já começaram a alterar os seus planos originalmente traçados”, explica ao JN Miguel Quintas, presidente da Associação Nacional de Agências de Viagem (ANAV).
“Estamos a observar uma clara reconversão dos fluxos turísticos, o que tem levado ao reposicionamento de Portugal como um destino de refúgio pela sua segurança”, afirma António Lopes de Almeida, professor adjunto do Instituto Superior de Administração e Gestão – European Business School e especialista em turismo. “Além disso, pode estar a ocorrer uma reconfiguração do perfil dos visitantes, que se torna cada vez mais de classe média e superior, resultando em um maior poder de compra.”
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