Governo paga até 360 euros por hectare em fogo controlado

Governo paga até 360 euros por hectare em fogo controlado

O secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, informou nesta sexta-feira à agência Lusa que, neste ano, o Governo vai compensar entre 300 e 360 euros por cada hectare queimado através de fogo controlado, realizado por técnicos.

“Iremos lançar ainda este mês um programa de apoio para fogo controlado, ou queimas prescritas, seguindo as normas de segurança. O pagamento será feito com base na área tratada, respeitando as regras e boas práticas, o que implica a presença de um técnico especializado. Compensamos conforme a área executada, considerando as despesas associadas“, afirmou.

O Governo “pagará por hectare, entre 300 a 360 euros, dependendo das condições”. Estes “são os valores de referência” e “representam apoios inovadores, já que anteriormente não existiam”. “É um incentivo e, acima de tudo, uma forma de apoiar as despesas de quem já utiliza esse tipo de ação”, acrescentou.

Desse modo, “quanto maior a área administrada, mais recursos públicos estarão disponíveis” para “juntas de freguesia, câmaras municipais, corporações de bombeiros, comunidades intermunicipais e organizações de produtores florestais”.

O objetivo é eliminar áreas de risco e, simultaneamente, revitalizar pastagens, garantindo, assim, a redução da carga de combustível para que, ao chegar a época crítica, tenhamos uma área maior com menor risco”, destacou.

De acordo com Rui Ladeira, nos últimos anos, desde 2018, a média foi de 2.491 hectares de área queimada, sob fogo controlado e utilização de fogo. O Governo estabeleceu “um novo alvo para este ano civil, que é de tentar dobrar essa cifra, alcançando 5.000 hectares” exclusivamente por técnicos especializados.

O governante falou à Lusa hoje em Tondela, durante uma visita para inspecionar o trabalho realizado com tratores agrícolas trituradores, resultantes de um investimento do Governo de 50 milhões de euros (ME) para as comunidades intermunicipais (CIM), instituições florestais e municípios. Até junho, foram entregues 256 equipamentos, além de outros tipos de ferramentas.

Esse equipamento foi “muito bem” recebido pelo Município de Tondela, no distrito de Viseu, tanto pelos autarcas das juntas de freguesia quanto pela presidente da Câmara, Carla Antunes Borges, que elogiou a maquinaria.

“Este ano, em vez de plantar árvores para comemorar o Dia Mundial da Árvore, decidimos inovar e focar na proteção da floresta, das pessoas e bens contra incêndios. Nesse sentido, o trator é uma grande ajuda para ampliar a área limpa”, enfatizou.

Carla Antunes Borges mencionou que, no ano passado, o município “geriu o combustível em cerca de 165 hectares e, com este trator, espera-se que a gestão se estenda a 190 hectares”.

O secretário também anunciou que, em março, será criado um programa para que organizações de baldios possam se inscrever e “receber apoio para organizar, gerir e intervir nas áreas, não apenas para reduzir o risco de incêndio, mas também para potencializar a vegetação existente que requer gestão”.

Outra iniciativa abrange a “transformação e reconversão de plantações em sobreaproveitamentos”, designados como sucata, revelou Rui Ladeira.

Em áreas de eucaliptal de terceira geração que necessitam de replantio ou instalação, os proprietários terão a chance de transformar essas áreas ou converter o eucaliptal em outra espécie, exemplificou. “São dois avisos que serão divulgados ainda em março, com um total de 30 milhões de euros“, garantiu o governante, que também mencionou que “em breve, será lançado outro aviso de 30 ME para o pastoreio, visando a redução de combustíveis”.

ondaCoimbra.pt
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