Foi um pouco inadequado este confronto da Taça da Liga, nem 48 horas de intervalo tivemos

Foi um pouco inadequado este confronto da Taça da Liga, nem 48 horas de intervalo tivemos

Rui Borges lançou esta manhã o jogo contra o Alverca, que agora faz parte do campeonato, após a vitória de 5-1 na Taça da Liga na terça-feira. Durante a conferência, falou sobre a evolução de Salvador Blopa, a rivalidade entre as equipas e o impacto que Luis Suárez e Fotis Ioannidis trazem ao elenco, além de refletir sobre a famosa azia e o calendário de jogos.

Alverca

“Este jogo será completamente diferente. Ambos os lados farão alterações, com jogadores distintos. As características deles são distintas e, embora haja algumas dinâmicas diferentes que não se viram na Taça, esperemos que apareçam no próximo confronto. Eles terão uma referência na frente, jogadores diferentes no meio-campo e na lateral direita. O Alverca efetuou cinco ou seis mudanças. Não quero dizer que sejam melhores ou piores, mas trazem algo diferente. Portanto, será uma história à parte. Tenho plena confiança que será um desafio mais complicado, não tenho dúvidas.”

Que 11 vem aí? Regresso ao 11 base?

“Todos estes jogadores já foram titulares, então não sei qual será o 11 base. O jogo da Taça da Liga não foi muito propício, nem tivemos 48 horas de descanso, então precisamos gerenciar a situação de outra forma. Para o jogo de amanhã, precisamos entender quais jogadores estão mais prontos para começar. Aqueles que têm entrado têm respondido de forma fantástica e têm sido vitais em termos de energia e qualidade, especialmente no ataque. Estou muito tranquilo com quem entrar em campo. Certamente haverá diversas mudanças, não quero ser hipócrita.”

Luis Suárez vs. Ioannidis

“O Fotis chegou mais tarde e entrou em um momento em que estávamos começando as competições. Ele teve que se adaptar à equipa e aos companheiros, e tem evoluído bastante. Ele foi bem acolhido pelo grupo, que reconhece a qualidade tanto dele quanto do Luis. Ambos têm respondido bem. O Fotis está muito integrado e feliz no Sporting, e isso posso perceber diariamente. Ele sabe que terá oportunidades de jogar, assim como o Luis, que percebe a concorrência. São jogadores diferentes; o Fotis dá-nos mais profundidade, enquanto o Luis é mais um jogador de apoio, embora também tenha melhorado nesse aspecto. São ambos excelentes jogadores, e temos a sorte de contar com eles.”

Salvador Blopa

“Hoje ele treinou com a equipa B, ponto final. É um jogador que está em crescimento e tem um potencial enorme. Com certeza, terá um futuro brilhante. Ele tem percebido essa evolução e surpreendido por ter se tornado tão importante na equipa B, e agora está a jogar na equipa principal. Tudo aconteceu muito rapidamente. Para já, ele é um jovem muito equilibrado e focado. Estou tranquilo porque vejo nele esse equilíbrio. Ele tem correspondido às expectativas. Perguntei a ele, assim como ao Simões na Champions: ‘estás nervoso?’ E ele respondeu: ‘não, estou bem, mister’. Este é o jeito que encontrei para tranquilizá-los.”

Mercado de janeiro

“A verdade é que nem me passa pela cabeça, sinceramente. A melhor resposta para essa questão foi o jogo de terça-feira. Os jovens estão prontos para ajudar e dar resposta; não é à toa que o Sporting é um dos melhores clubes do mundo na formação. Precisamos continuar com essa capacidade. Só assim os clubes em Portugal conseguirão evoluir no futuro, sustentando-se com a formação.”

Formação

“O contexto foi favorável, é crucial que os jovens joguem ao lado de jogadores mais experientes que já estão há algum tempo no clube. Isso ajuda os mais novos a se firmarem. Tínhamos atletas como Morita, Gio [Kochorashvili], jogadores internacionais e o Quaresma. Alguns, como o Quenda, são jovens, mas muito maduros, já com quase 60 jogos da época passada. Os miúdos estavam em uma bolha, cercados por jogadores com maturidade e destaque a nível nacional e internacional, o que contribuiu para o seu crescimento.”

Azia

“A azia sempre fará parte do futebol, mas desde que não tenha uma conotação negativa. Isso é natural. Quem não sente, não está verdadeiramente envolvido. Os jogadores precisam canalizar essa azia, esse desconforto e frustração por não iniciarem, para quando jogarem mostrarem que têm valor, fazendo o treinador repensar suas escolhas. Tenho a sorte de contar com um grupo que se respeita, reconhecendo a qualidade uns dos outros, sem grandes egos. É verdade que o ego e o reconhecimento existem, mas é importante que todos se vejam como parte do mesmo grupo.”

ondaCoimbra.pt
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