O Tribunal da Relação ratificou a pena de seis anos e nove meses de prisão imposta a uma estudante universitária condenada por perseguir uma colega pelas redes sociais.
Os juízes afirmaram que “o acórdão proferido não apresenta nulidades ou erros de julgamento” e confirmaram a sentença.
Durante um período de dois anos, a aluna do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa perseguiu uma colega e seus familiares online.
A arguida chegou a anunciar a morte da jovem, escolhendo uma data e local para um funeral fictício, elaborando um convite para a cerimônia e redigindo um obituário.
Além disso, enviou milhares de e-mails e mensagens, fez-se passar pela vítima em sites de encontros e prostituição, e criou montagens com fotografias de teor sexual.
A estudante havia sido, inicialmente, condenada a sete anos e nove meses de prisão, mas teve um perdão de um ano devido à amnistia por conta da visita do Papa Francisco a Portugal, em 2023.
