O Ministério Público de Timóteo, em Minas Gerais, concluiu o despacho de acusação no caso de Gisele Oliveira, uma mulher de 40 anos acusada de matar cinco filhos, detida em Portugal em agosto e já extraditada para o Brasil. A procuradoria pronunciou quatro réus para julgamento, em um processo que aponta um histórico de crimes que perduram por quase duas décadas — envolvendo sete homicídios de recém-nascidos, cinco deles consumados, e diversos abusos sexuais, conforme reportou o Correio da Manhã.
Gisele Oliveira está indiciada por matar cinco de seus filhos entre 2008 e 2023 e por tentar matar outros dois, que conseguiram sobreviver. Conforme a investigação, a mulher administrava sedativos neles, deixando-os inconscientes para depois asfixiá-los. O padrão dos crimes, segundo o Ministério Público, persistiu por quinze anos sem que familiares ou autoridades detectassem a sequência de mortes.
A acusação também revela que os crimes começaram antes de Gisele se tornar mãe. A procuradoria encontrou evidências de que três de suas irmãs, além de uma menina de apenas dez anos, foram vítimas de abusos sexuais cometidos pela ré. Esses atos teriam ocorrido anos antes do nascimento de seu primeiro filho, em 2008.
Brasileira acusada de matar cinco filhos asfixiava-os depois de os envenenar
Entre os outros quatro denunciados pelo Ministério Público está a mãe de Gisele Oliveira, que é suspeita de colaborar na execução dos crimes. Apesar de reconhecer “indícios fortes de participação”, a procuradoria decidiu que a mulher aguardasse o julgamento em liberdade. Outros dois co-reus — identificados pelo portal G1 como dois ex-companheiros — se encontram em prisão preventiva.
Desde outubro, Gisele está detida em uma prisão feminina em Belo Horizonte. O julgamento dos cinco réus deve ser agendado nos próximos meses e, caso condenada por todos os crimes, Gisele pode enfrentar uma pena que ultrapassa os 150 anos de prisão, conforme estimativas das autoridades brasileiras.
