O Mercado Municipal D. Pedro V, em Coimbra, foi fechado ao público devido à instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho, conforme anunciado pela Câmara Municipal nesta quarta-feira.
“Por decisão da presidente da Câmara Municipal de Coimbra e da Proteção Civil, o Mercado Municipal D. Pedro V encontra-se encerrado ao público. Esta decisão resulta da instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho”, informou a Câmara.
Segundo a autarquia de Coimbra, a decisão ocorreu após várias semanas de chuvas intensas e sucessivas tempestades.
“Esta medida é preventiva e tem como objetivo garantir a segurança de trabalhadores, comerciantes e utentes, até que novas avaliações sejam realizadas”.
A instabilidade no talude da Cerca de Santo Agostinho já havia resultando no fechamento da Rua da Fonte Nova, e o parque de estacionamento superior do Mercado Municipal também está fechado.
Um trecho da Cerca de Santo Agostinho, que faz parte da zona tampão da área de Património da Unesco em Coimbra, já colapsou no sábado. A Cerca de Santo Agostinho está localizada atrás do Mercado Municipal D. Pedro V.
Com o fechamento do Mercado Municipal, o atendimento ao público da Câmara Municipal de Coimbra agora ocorre exclusivamente na Loja do Cidadão, de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 19h30, e aos sábados, das 08h30 às 14h00.
Desde 28 de janeiro, quinze pessoas perderam a vida em Portugal devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram centenas de feridos e desalojados.
As principais consequências materiais do temporal incluem a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, além de cortes de energia, água e comunicações, inundações e cheias.
As regiões mais afetadas incluem Centro, Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo.
O Governo decidiu prorrogar a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio que podem chegar a 2,5 mil milhões de euros.
