Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Coimbra questionaram, nesta quinta-feira, o Governo sobre o aumento da segurança e da confiança pública nos concelhos de Cantanhede, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, após diversos relatos de assaltos a propriedades privadas.
“Quais as medidas que estão a ser adoptadas para fortalecer a confiança pública nas instituições de segurança, nomeadamente através da atuação da GNR?”, questionaram em um documento enviado ao Ministério da Administração Interna.
Os deputados Ana Oliveira, Joana Seabra, Maurício Marques e Martim Syder também desejaram saber se há planos para incrementar os recursos humanos e operacionais nas áreas mencionadas.
“Quais ações concretas de proximidade, patrulhamento e aumento da visibilidade estão a ser implementadas para assegurar uma maior segurança junto das comunidades locais?”.
De acordo com os parlamentares, nos últimos meses foram reportados vários assaltos a propriedades privadas, que têm gerado um crescimento do sentimento de insegurança entre a população dos concelhos de Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, “com especial destaque para o concelho de Cantanhede, particularmente na freguesia da Tocha”.
“Esta situação, além de impactar diretamente os bens e a tranquilidade das famílias, tem causado um significativo abalo na segurança e na confiança das populações, criando um clima de instabilidade que não pode ser ignorado”.
Os deputados enfatizaram que a segurança é um pilar fundamental do Estado de Direito democrático, “sendo dever do Estado garantir a proteção das pessoas e dos bens, bem como assegurar a presença efetiva das forças de segurança nas áreas, especialmente nas mais vulneráveis ou com menos recursos”.
“Os relatos constantes de ocorrências e a percepção da insuficiente presença de forças no território exigem uma resposta clara, visível e eficaz por parte das autoridades competentes, que não apenas previna e combata a criminalidade, mas que também restaure a confiança das populações”.
Para os deputados do PSD, é de extrema importância o aumento de recursos humanos e operacionais, assim como a intensificação das ações de proximidade, patrulhamento e vigilância, garantindo uma maior capacidade de dissuasão e uma resposta mais rápida às ocorrências.
