As autoridades alertam que o monóxido de carbono é um gás invisível e inodoro, que pode ser tóxico e letal, especialmente durante a noite ou enquanto dormimos.
Ainda que um gerador pequeno libere monóxido de carbono suficiente para causar morte em apenas 10 a 15 minutos em ambientes fechados ou semiabertos.
A DGS e a ANEPC pedem às pessoas que, caso detectem a presença de monóxido de carbono ou sintam sintomas de intoxicação, entrem em contato imediatamente com o 112.
Em caso de suspeita, todos devem sair imediatamente para o exterior e aguardar a autorização dos profissionais.
Os sintomas a serem observados incluem dor de cabeça persistente, tonturas ou sensação de desmaio, náuseas e vômitos sem explicação, cansaço ou fraqueza desproporcionais, confusão, dificuldade para pensar ou falar, sonolência excessiva e falta de ar.
As autoridades destacam que a inalação deste gás pode resultar em perda de consciência ou morte.
Nove pessoas perderam a vida desde a semana passada devido ao mau tempo. A Proteção Civil registrou cinco mortes diretamente relacionadas com a passagem da depressão Kristin, enquanto a Câmara da Marinha Grande anunciou mais uma vítima, somando depois três óbitos decorrentes de quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação por geradores.
A destruição total ou parcial de residências, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, interrupções ou obstáculos em estradas e serviços de transporte, especialmente linhas ferroviárias, além do fechamento de escolas e cortes de energia, água e comunicações, são as principais consequências materiais da tempestade, que resultou em várias centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos mais afetados.
O Governo declarou situação de calamidade até o próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
