Estação de TGV Confirmada e Imune a Amuos

O vereador do PSGaia, João Paulo Correia, destacou esta segunda-feira que a construção da estação de alta velocidade “está decidida” e “não pode estar à mercê de descontentamentos”, ressaltando que o presidente da câmara não deve deixar cair uma conquista histórica.

Segundo João Paulo Correia, “A estação em Vila Nova de Gaia já foi aprovada há mais de três anos. Ela faz parte de um concurso público mais amplo, que abrange a ligação entre Porto e Lisboa. Este é o maior investimento público da história e não pode ser prejudicado por descontentamentos ou inseguranças.”

O vereador enfatizou que “Vila Nova de Gaia não pode perder a estação de alta velocidade” nem “a oportunidade de modernização e progresso”, considerando esta infraestrutura como uma das maiores conquistas da história do concelho, comparável apenas à linha ferroviária e à autoestrada A1.

“A estação de passageiros colocará Gaia na rede europeia de alta velocidade. Nenhuma cidade pode se dar ao luxo de rejeitar um investimento dessa magnitude”, acrescentou.

A ligação de alta velocidade entre Porto e Lisboa, com paragens previstas em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria, deve ser concluída completamente em 2032, assim como a ligação Porto-Vigo.

O vereador socialista também afirmou que, após a recusa da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a estação proposta pelo consórcio AVAN Norte em Vilar do Paraíso, em dezembro, “o consórcio está elaborando um novo projeto de execução para apresentar à APA, conforme o estudo prévio, ou seja, a estação em Santo Ovídio.”

“A Agência Portuguesa do Ambiente foi clara – a conexão da estação em Vilar do Paraíso à rede de metro (Santo Ovídio) não estava minimamente garantida, algo essencial para a viabilidade de qualquer estação de alta velocidade”, recordou o socialista, observando que a estação foi negada “principalmente porque o Governo não quis garantir a linha de metro Santo Ovídio – Vilar do Paraíso.”

Referindo-se à entrevista de Luís Filipe Menezes ao jornal Eco, onde o autarca eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL questionou a passagem da linha de alta velocidade por Gaia (que já está na fase de execução do projeto), João Paulo Correia notou que “o presidente da câmara não mencionou” a falta de garantias do Governo sobre a linha de metro até Vilar do Paraíso.

Para João Paulo Correia, Luís Filipe Menezes “tentou agradar a Pedro Duarte [presidente da Câmara do Porto] e a quem se opõe à estação em Gaia”, utilizando “palavras de subalternidade em relação ao Porto.”

“Não pode ser o presidente da Câmara de Gaia a abrir mão da estação de Santo Ovídio”, afirmou.

O vereador do PS também refutou a ideia de Menezes de que a linha Porto-Vigo poderia ser mais relevante que a Porto-Lisboa, argumentando que a ligação à Galiza “não pode ser vista como uma alternativa à ligação Porto-Lisboa” e que “ambas são importantes para o país, embora a ligação entre as duas maiores regiões do país seja prioritária.”

“Queremos nos unir em uma só voz, sem medo de confrontar o Governo. Isso fortalece Gaia, tanto nas decisões principais (estação de Santo Ovídio e a linha com mais quilômetros de túnel) como nas compensações ao município pelos impactos de uma obra dessa magnitude”, defendeu o vereador socialista, que foi candidato nas últimas eleições autárquicas.

O vereador também mencionou que esta posição será levada à reunião privada do executivo na terça-feira, onde será votada a renovação do Plano de Pormenor de Santo Ovídio para acomodar a estação de alta velocidade, após o adiamento desse ponto na última reunião.

Gaia planeja transformar a atual rotunda de Santo Ovídio em uma praça e um polo intermodal, unindo as linhas de alta velocidade e as do Metro do Porto (Amarela e Rubi), com áreas de embarque e desembarque para passageiros, além de um terminal intermodal para autocarros próximo a D. João II (também com acesso ao metro), com estacionamentos para cerca de 1.000 carros e 600 bicicletas.

ondaCoimbra.pt
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