O Exército canadense elaborou um cenário que simula uma invasão militar do Canadá pelos Estados Unidos e suas possíveis reações, conforme reportado hoje pelo jornal Globe and Mail. O Presidente dos EUA, por sua vez, voltou a mencioná-la como uma possibilidade.
É a primeira vez em mais de cem anos que o Exército canadense teoriza sobre um ataque dos Estados Unidos ao seu solo, de acordo com a publicação, que cita dois altos funcionários do governo. Contudo, eles enfatizaram que não se trata de um plano concreto, mas de um modelo para reflexão estratégica, e destacaram que é altamente improvável que um governo de Donald Trump considere tal ação.
Desde que voltou à Casa Branca
em janeiro do ano passado, para o seu segundo mandato (2025-2029), Trump tem repetido seu desejo de que o Canadá se torne o 51.º estado dos Estados Unidos.
Na madrugada de hoje, enquanto as ambições americanas na Gronelândia preocupavam seus aliados, Trump compartilhou em sua rede social, Truth Social, uma série de imagens geradas por Inteligência Artificial, retratando-o na Sala Oval com líderes europeus, à frente de um mapa que mostrava a bandeira dos EUA cobrindo não apenas os Estados Unidos, mas também o Canadá, a Gronelândia e a Venezuela.
De acordo com os cenários analisados pelos militares canadenses, no caso de uma ofensiva vinda do sul, as forças americanas seriam capazes de neutralizar posições estratégicas canadenses em menos de uma semana, ou até mesmo em apenas dois dias.
Nesse contexto, a resposta do Canadá poderia assumir a forma de uma campanha de insurgência, com emboscadas e “táticas de guerrilha” semelhantes às empregadas em conflitos no Afeganistão, conforme previsto pelo Exército.
Consultado pela AFP, o Ministério da Defesa Nacional do Canadá ainda não se pronunciou sobre a situação.
O Canadá é um membro fundador da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) e mantém uma parceria com Washington na defesa aérea da América do Norte, através do comando militar NORAD.
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