A iniciativa ocorrerá entre os dias 10 e 18 de outubro, em diversos locais de Coimbra, com uma “parte significativa da programação” resultante da colaboração com os festivais Seixal Jazz e Outono em Jazz (da Casa da Música), afirmou hoje, 2 de setembro, o presidente da Associação Jazz ao Centro Clube (JACC), José Miguel Pereira. “Após 22 edições, prestes a iniciar a 23.ª, é um grande desafio manter um festival pertinente, com propostas inovadoras e proporcionar ao público o acesso ao que se produz atualmente no universo do jazz”, destacou.
Uma das abordagens é a conexão “com outros polos que também promovam essa música”, sendo o Teatro do Bairro Alto um outro agente associado à programação. A partir dessas parcerias, o público poderá desfrutar dos concertos da trompetista Yazz Ahmed; dos músicos Luís Vicente, John Dikeman, Hamid Drake e John Edwards (substituindo William Parker neste espetáculo); e do trio composto por Sakina Abdou, Marta Warelis e Toma Gouband.
Adicionalmente, numa coprodução do JACC, da Casa da Música e do Seixal Jazz, sob a curadoria de Pedro Costa, um grupo de oito músicos portugueses será dirigido pelo compositor neerlandês Tjin Wybenga, apresentando um trabalho original. Também está planejada a apresentação de um disco da JACC Records, em parceria entre as três entidades, que junta o músico português Luís Vicente a três artistas norte-americanos.
Coorganizado pelo JACC e pela Câmara Municipal (CM) de Coimbra, o festival tem como objetivo “acompanhar artistas que possuem conexão com a cidade”, garantiu o responsável durante a conferência de apresentação do programa.
Neste contexto, destaca-se a orquestra da jovem Estela Alexandre, que atuará, no dia 17 de outubro, em um dos principais palcos do festival, o Teatro Académico de Gil Vicente.
O primeiro dia do Jazz ao Centro será inaugurado com o concerto do trio liderado pela saxofonista francesa Sakina Abdou, junto com a pianista polaca Marta Warelis e o percussionista francês Toma Gouband, no Salão Brazil, além de uma ‘matinée’ na Casa das Artes Bissaya Barreto.
No dia 11, o espetáculo dos Yakuza promete animar o público para dançar, no Salão Brazil, no centro da cidade, enquanto o Atelier Semente, localizado no Seminário Maior de Coimbra, sediará o concerto didático “Clube de Jazz para Miúdos”, com Maria Morbey e Zé Soares. Nesse mesmo dia, a Estação Nova será cenário para o paisagista sonoro Luís Antero e o contrabaixista convidado Miguel Calhaz, que apresentarão, gratuitamente, criações que interagem com a memória do espaço.
O Yazz Ahmed Quartet se apresentará no dia 16, no Convento São Francisco, seguido do trio Rafani, Sadigh, Shahmirzadi, com Vasco Trilla como convidado, no Salão Brazil, entre outras propostas.
O último dia do festival será dedicado ao Combo CPJazz no Atelier Semente; a Rafael Toral no Seminário Maior; e a uma mini-residência de gravação do guitarrista Marcelo dos Reis com o baterista luso-catalão Vasco Trilla, no Salão Brazil.
Para o presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, as parcerias com outras cidades, festivais, instituições e músicos “são essenciais para o crescimento do festival”, algo que, como reconhece, tem sido cuidadosamente realizado pelo JACC. O autarca, ao considerar o festival um evento âncora, enfatizou o desejo de tornar Coimbra uma cidade do jazz, objetivo que vem sendo alcançado pelo trabalho do JACC e de outras iniciativas semelhantes na região.
Os bilhetes para o festival estão disponíveis entre dois e 14 euros, e também haverá espetáculos gratuitos.
