O Presidente da República visitou esta sexta-feira Leiria e expressou a sua profunda preocupação com a destruição provocada pela tempestade Kristin.
Em declarações à imprensa, Marcelo Rebelo de Sousa mencionou que o Governo declarou o estado de calamidade e contactou “imediatamente” a União Europeia para aceder a “fundos possíveis”.
Nesta primeira visita ao local, o chefe de Estado concluiu que “vai ser um esforço muito mais longo do que se pensava” para restaurar as áreas afetadas pela tempestade que ocorreu na madrugada de quarta-feira.
Questionado sobre possíveis falhas na comunicação de alerta e na assistência à população, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “qualquer país é impreparado para uma situação destas” e destacou que “a Proteção Civil melhorou imensamente” em termos de prevenção ao longo dos anos.
“Durante semanas [a Proteção Civil] esteve a prevenir. Este é um processo acumulado, choveu o suficiente ao longo de um período prolongado, os ventos foram previstos e comunicados. Não é um problema de prevenção, é um problema de estruturas, algumas mais novas, outras mais antigas, que revelaram não suportar este tipo de tempestade”, declarou.
O Presidente da República acredita que “ninguém esperava uma situação destas” e reitera o que foi indicado pelo Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), que a tempestade Ingrid pode ter sido a maior já registada em Portugal continental.
Ao lado da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o Presidente foi questionado sobre a carência de recursos para auxiliar as populações fora da cidade de Leiria.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “agora é responsabilidade das autoridades públicas desenvolver uma resposta. Mobilizar fundos e apoiar os municípios, pois o poder local tem as melhores condições para agir e encontrar soluções. As Forças Armadas podem oferecer apoio”.
