A Infraestruturas de Portugal (IP) já solucionou mais de 90% dos cortes nas estradas resultantes das tempestades, totalizando cerca de 300, restando aproximadamente 30 interrupções, conforme comunicado do Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH) deste domingo.
“A IP registrou 346 cortes totais de via, com 34 casos ainda por resolver, o que representa 90% das situações já superadas, completando um mês após os dias de maior impacto das tempestades”, foi destacado.
Os distritos de Guarda, Santarém e Setúbal foram os que apresentaram, em termos percentuais, o maior número de cortes de vias. Segundo informações do Ministério das Infraestruturas, mais de 300 vias rodoviárias afetadas pelo ciclo de tempestades e inundações, que começou em meados de janeiro e se estendeu até o final de fevereiro, já foram reparadas. No entanto, ainda estão fechadas quase 39 estradas. Lisboa foi um dos distritos mais atingidos, especialmente os concelhos do oeste: Arruda dos Vinhos, Alenquer, Mafra, Cadaval e Sobral do Monte Agraço.
- EN (Estrada Nacional) 336 Anadia
- EN2 Sertã
- EN342 Arganil
- ER (Estrada Regional) 110 Penacova
- ER2 Penacova
- EN347 Penela
- EN347 Penela
- EN254 Vila Viçosa
- EN232 Manteigas
- EN243 Porto de Mós
- EN115 Alenquer
- EN115 Arruda dos Vinhos
- EN115 Arruda dos Vinhos
- EN115 Cadaval
- EN8 Cadaval
- ER247 Cascais
- EN8-2 Lourinhã
- EN9 Mafra
- EN9-2 Mafra
- EN9-1 Sobral de Monte Agraço
- EN248-2 Sobral de Monte Agraço
- EN248 Vila Franca de Xira
- EN15 Amarante
- EN243 Alcanena
- EN114 Santarém
- EN114-2 Santarém
- EN261-1 Grândola
- ER390 Santiago do Cacém
- EN378 Sesimbra
- EN10-4 Setúbal
- Ex-IP4 Vila Real
- EN222 Resende
- ER232 São João da Pesqueira
O Ministério das Infraestruturas informou que “nas redes rodoviária e ferroviária nacionais, foram registradas mais de 4.200 ocorrências”, alcançando “uma média de cerca de 200 intervenções diárias no terreno”, para garantir “operações contínuas de desobstrução, reparação de infraestruturas, estabilização de taludes, reposição de sistemas de sinalização e estabelecimento das condições de segurança e circulação, tanto na rede rodoviária quanto na ferroviária”.
Segundo o Governo, para assegurar essa resposta, a IP mobilizou todas as suas equipes e prestadores de serviço, contando com cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados, em colaboração com as autarquias.
“Para facilitar os trabalhos de recuperação, o Governo decidiu, em Conselho de Ministros, autorizar uma verba extraordinária de 400 milhões de euros para a Infraestruturas de Portugal”, lembrou.
O colapso da A1, na área do viaduto de Casais, em Coimbra, foi recuperado em 15 dias, resultado de intervenções realizadas pela Brisa e “rápidas diligências das entidades responsáveis, Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT)”.
Conforme o Governo, “quase todas as situações na ferrovia já foram superadas, restando apenas recuperar a circulação na Linha do Oeste, ao sul das Caldas da Rainha, e na Linha da Beira Baixa”.
Na Linha do Oeste, a circulação no trecho ao norte das Caldas da Rainha e na rota até Louriçal será retomada nesta segunda-feira.
“Ainda falta repor a circulação no trecho da Linha da Beira Baixa entre as estações de Mouriscas A e Rodão, interrupção causada pelo deslizamento de um talude, que é difícil de intervir devido à proximidade da linha ao Rio Tejo nessa área”, indicou.
Atualizado às 18h10 com lista de estradas cortadas.
