Montenegro visitou o Porto para apoiar estratégia de Pedro Duarte visando aumentar a segurança.

Montenegro visitou o Porto para apoiar estratégia de Pedro Duarte visando aumentar a segurança.

Na primeira visita da caravana social-democrata ao Porto, Luís Montenegro almoçou no Palácio dos Correios e, ao lado de Pedro Duarte, afirmou que apoia as propostas do candidato para aumentar a segurança na cidade.

Além da imigração, a segurança é um dos temas centrais que o PSD apresenta nesta campanha, começando em Lisboa e agora também no Porto.

Pedro Duarte anunciou que, se for eleito, pretende implementar um plano especial para reforçar a segurança na cidade.

“Vou lançar, ao assumir a presidência da Câmara, um desafio ao Governo de Portugal para que juntos possamos desenvolver um plano especial de reforço da segurança na cidade do Porto. Quero que o Porto se torne uma cidade-piloto na luta contra a insegurança”, disse Pedro Duarte.

A varanda do sétimo andar do Palácio dos Correios foi o cenário para os discursos, com vista para a Câmara Municipal. O ex-ministro de Montenegro pediu por mais recursos, polícias e videovigilância, além de uma nova abordagem no combate ao tráfico e consumo de drogas.

“Vamos mudar essa mentalidade, encarando o problema das drogas como intolerável e sendo impiedosos com o consumo de drogas em espaços públicos”, declarou Pedro Duarte.

Luís Montenegro, que entrou como líder do PSD, rapidamente assumiu o papel de primeiro-ministro ao tranquilizar Pedro Duarte, garantindo que ambos estão alinhados na abordagem ao problema da insegurança e na busca por soluções.

“Estou extremamente interessado em ter na Câmara Municipal do Porto alguém que colabore e coopere com o Governo no fortalecimento da segurança. É fundamental”, afirmou Montenegro.

Ele aproveitou para lembrar que, no ano anterior, o Governo “incentivou” operações policiais de prevenção e combate ao crime, e concluiu que o aumento da criminalidade no Porto está ligado ao tráfico e ao consumo de drogas.

“É inegável no Porto a relação entre segurança e a criminalidade relacionada ao tráfico e consumo de drogas. Precisamos urgentemente desenvolver um programa que enfrente esse flagelo social. Necessitamos de mais polícias nas ruas, sem dúvida. Tanto no Porto quanto em Lisboa, são cidades que realmente precisam de um aumento de efetivos policiais nas ruas”, acrescentou o primeiro-ministro.

A caravana do PSD voltará ao Porto, onde Pedro Duarte lidera uma coligação com o PSD, CDS e Iniciativa Liberal.

Dois dias após o Governo aprovar a proposta de Orçamento que será enviada ao Parlamento na próxima sexta-feira, Luís Montenegro anunciou em um comício em Guimarães que o IRS será reduzido novamente.

O primeiro-ministro não entrou em detalhes, mas em julho, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, revelou que a bancada social-democrata está disposta a considerar uma nova redução do IRS do segundo ao quinto escalão, conforme proposta do Chega, a qual seria integrada no OE de 2026.

Pela manhã, durante uma ação de campanha em Chaves, Montenegro expressou confiança de que a oposição vai viabilizar o Orçamento do Estado, afirmando que as sugestões da oposição estão “subjacentes à estratégia e ao conteúdo do orçamento”.

“Tivemos diálogos preliminares com todos os partidos da oposição, nas quais registramos as principais preocupações”. Quando questionado se essas preocupações foram refletidas na proposta do Governo, o primeiro-ministro garantiu que, no essencial, estão de acordo com a proposta.

“Não vou afirmar que estão incluídas, mas estão subjacentes à estratégia e ao conteúdo do orçamento”, concluiu.

Luís Montenegro ainda alegou que a oposição não terá justificativas para rejeitar o Orçamento do Estado, considerando o que ouviu dos partidos e a proposta que apresenta contas claras.

“Não pretendo interferir na análise que os partidos farão do Orçamento, mas com base no que ouvi dos líderes dos principais partidos da oposição, parece-me que a proposta, tal como está formulada, não apresenta razões para preocupações ou pessimismo quanto ao apoio que o Parlamento dará a este documento”, afirmou a jornalistas.

O primeiro-ministro reiterou que o Governo está disponível para dialogar com todos os partidos, mas priorizará o PS e o Chega, os únicos que podem garantir a aprovação ou a reprovação do documento.

“Temos, como é sabido, manifestado disposição para interagir com os principais partidos da oposição, os que têm maior representação. Não que não ouçamos também os demais, ouvimos todos os partidos e todos os deputados no Parlamento, mas evidentemente que para a aprovação do Orçamento colaboram principalmente aqueles que têm maior representatividade”, finalizou.

ondaCoimbra.pt
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