O ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou esta segunda-feira que o Governo possui um plano para impulsionar o crescimento económico e alcançar um nível de vida parecido com a média europeia dentro de duas décadas.
“O Governo vai intensificar as medidas para acelerar o crescimento económico, tornando o país mais competitivo e aumentando a produtividade das empresas e dos trabalhadores,” destacou Castro Almeida, ao finalizar a conferência “Um Estado que simplifica, um Estado que responsabiliza”, organizada pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em Coimbra.
Em resposta a perguntas sobre a revisão do valor nominal do Produto Interno Bruto (PIB) frente ao aumento da população portuguesa, o ministro destacou que ainda não se sabe qual será o impacto no rendimento per capita, embora acredite que os resultados evidenciem uma estagnação do país há muitos anos.
“Estou convencido de que as contas finais vão revelar que o rendimento per capita em Portugal está estagnado há mais de três décadas. Não podemos aceitar essa realidade e precisamos agir para mudar isso,” enfatizou.
O ministro mencionou que, apesar do crescimento do PIB e da população, o rendimento per capita permanece o mesmo, o que implica que Portugal “deve dar um salto para se alinhar com a média europeia.”
Castro Almeida expressou que não há justificativa para os portugueses viverem aquém da média europeia e anunciou que o Governo está “elaborando um plano” para que os cidadãos desfrutem do mesmo nível de vida que a média europeia em 20 anos.
“Queremos revalorizar o trabalho, o que implica um aumento do rendimento dos trabalhadores em virtude dessa valorização,” afirmou, mencionando que o Governo implementará várias ações para fomentar o crescimento económico.
“Não podemos nos contentar com a estagnação em que o país se encontra há tantos anos,” completou.
A conferência “Um Estado que simplifica, um Estado que responsabiliza”, voltada para os municípios, aconteceu esta tarde no Convento São Francisco, em Coimbra, com a participação do presidente da ANMP, da Câmara de Coimbra e do ministro Adjunto e da Reforma do Estado.
