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Novobanco e Altice France entre os Maiores Negócios da Europa, Médio Oriente e África no Primeiro Semestre

Novobanco e Altice France entre os Maiores Negócios da Europa, Médio Oriente e África no Primeiro Semestre

A venda do Novobanco ao grupo francês BPCE e o acordo entre a Altice France e os credores estão entre os dez maiores negócios da região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA) durante o primeiro semestre. No caso do Novobanco, foi mesmo o quarto mais importante do setor financeiro na Europa até junho, de acordo com os dados da Datasite.

O negócio de 6,4 mil milhões de euros que a Lone Star fez com os donos do Natixis catapultou Portugal para os rankings de fusões e aquisições internacionais. As empresas nacionais são presenças raras nestas tabelas, uma vez que as bases de dados globais costumam apenas contabilizar operações acima de mil milhões.

E é particularmente relevante quando a EMEA foi a zona do globo com o valor mais baixo de transações de M&A entre os dias 1 de janeiro e 30 de junho de 2025, ficando atrás de regiões como Ásia-Pacífico e Américas, segundo o relatório “Deal Drivers: EMEA H1 2025” elaborado em parceria com a Mergermarket.

Ainda assim, o valor acumulado manteve-se estável, com um aumento marginal de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 500 mil milhões de euros. Já o número de anúncios de operações caiu a dois dígitos (-19,1%) para 7.816, o que representou um mínimo de três anos. Importa realçar que o volume deverá até ser inferior, uma vez que a análise contempla apenas os anúncios e não as operações realmente concluídas.

Portugal figura ao lado da colossal fusão entre as poliolefinas da ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, e a austríaca OMV, no valor de 15,8 mil milhões de euros, bem como a nacionalização (com aquisição de 100%) do Aeroporto de Domodedovo pelo Estado russo.

A compra do Banca Generali pelo Mediobanca figura na tabela, mas colapsou esta semana após o voto negativo dos acionistas do banco de investimento de Milão.

A maior concentração de operações na EMEA na primeira metade do ano foi na DACH (Alemanha, Áustria e Suíça), no Reino Unido e na Irlanda, um trio regional que representou mais de um terço do total de 2.349 anúncios de “empresas à venda” rastreadas. Por setor, o de telecomunicações, media e tecnologia (467) e a indústria e química (422) dominaram e mostraram uma Europa “aspirante a pólo de alta tecnologia e potência industrial”, assinalaram os analistas.

Quanto à origem do investimento, os Estados Unidos corroboraram o seu domínio, tendo investido mais de 100 mil milhões de euros na EMEA e ficado em segundo lugar logo atrás do Reino Unido.

“As condições no continente [europeu] estão a melhorar, especialmente para os fundos de private equity. A combinação de custos de financiamento atrativos e múltiplos de EBITDA [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] comparativamente atrativos para os compradores nos Estados Unidos tornam a Europa um campo de caça abundante”, conclui a Datasite.

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