“Isto faz-me uma espécie do catano, pá!”, desabafava uma senhora idosa em relação à mudança de hora. A amiga ao seu lado acenava afirmativamente, mostrando clara concordância, com a qual, logicamente, me identifico.
Já há muito que a mudança de hora, marcada para o último domingo de outubro, está em discussão. Segundo as opiniões que se ouvem nos cafés, a grande maioria das pessoas é contra. Dizem que não faz sentido algum, e é verdade. É um dia tão patético quanto o dia de reflexão, que proíbe as pessoas de comentarem sobre política nacional a poucas horas da votação.
Adiar a hora é um disparate, uma herança de uma forma ultrapassada e obtusa de pensar. Não faz sentido mantê-la, e as empresas de energia por toda a Europa esfregam as mãos de felicidade.
Até agora, não há ninguém com coragem suficiente para pôr fim a essa fantochada. O debate sobre o tema surge periodicamente, especialmente nesta época do ano. Quem é que gosta de ver as 17 horas envoltas numa escuridão angustiante? Quem aprecia que anoiteça cedo para que mais energia, aqui e ali, seja consumida? É realmente absurdo, e todos os argumentos que defendem a opinião contrária são igualmente absurdos. Então, mudemos.
