Na conferência de imprensa realizada esta tarde, o comandante sub-regional alertou para o risco de as áreas mais vulneráveis das margens esquerda e direita do rio Mondego, situadas entre os concelhos de Coimbra e Figueira da Foz, serem afetadas pelo aumento do caudal do rio e pela necessidade de descargas da barragem da Aguieira.
De acordo com Carlos Luís Tavares, no final do dia de hoje, a região receberá um grupo de 24 fuzileiros da Marinha equipados com seis botes, que serão distribuídos pelos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, visando intervenções caso sejam necessárias.
Adicionalmente, a região dispõe de mais 17 embarcações próprias para eventuais situações de emergência.
“Estamos preocupados com a pressão que o rio Mondego estará a sofrer, e, portanto, as pessoas que residem em áreas vulneráveis devem estar alertas e preparadas para possíveis cheias”, afirmou o comandante sub-regional de Coimbra da Proteção Civil.
Carlos Luís Tavares pediu às comunidades que evitem comportamentos de risco e que se preparem proativamente para proteger os seus bens, embora tenha enfatizado que “é preferível evacuar e deixar um bem danificado do que arriscar a vida”. “O nosso principal objetivo é garantir que ninguém fique ferido ou perca a vida”, reforçou.
A presidente da Comissão Distrital de Coimbra de Proteção Civil, Helena Teodósio, destacou que as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontam para períodos de chuvas intensas nos próximos dias, o que, aliado à saturação do solo, coloca a região, e em especial a bacia do Mondego, em estado de alerta máximo.
“Apesar de ainda estarmos a recuperar da passagem da depressão Kristin, a nossa preocupação agora recai sobre os municípios do baixo Mondego, onde a gestão da bacia, especialmente em situações de cheia, é extremamente complexa”, explicou a responsável, que também é presidente da Câmara de Cantanhede.
Helena Teodósio mencionou que já estão a ocorrer inundações controladas em campos agrícolas e algumas infraestruturas nos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, e alertou que o risco de cheias aumentará significativamente na próxima semana, tendo em conta as previsões meteorológicas.
A presidente da Câmara Municipal de Coimbra sublinhou que a região do baixo Mondego poderá enfrentar uma situação sem precedentes nas últimas décadas, pedindo calma para lidar com as possíveis inundações. “Devemos preparar-nos para o pior e esperar pelo melhor”, expressou a autarca, garantindo que estão disponíveis todos os meios necessários para enfrentar as cheias, incluindo planos para evacuar localidades.
