Trump ameaça Irão: 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ou EUA obliteram centrais elétricas

Trump ameaça Irão: 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ou EUA "obliteram centrais elétricas"

Trump afirmou que não deseja um cessar-fogo. O Reino Unido autorizou os EUA a utilizar suas bases. O Irã alertou que não existem “parques, zonas de lazer e destinos turísticos” seguros no mundo. Trump chamou de covardes os aliados da NATO.

https://observador.pt/2026/03/21/tres-semanas-de-guerra-no-irao-e-trump-diz-nao-querer-cessar-fogo-o-que-aconteceu-no-21o-dia-do-conflito/

As forças norte-americanas e israelitas realizaram recentemente um ataque à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim.

De acordo com essa agência, citada pelo The Times of Israel, não houve vazamentos radioativos e os moradores próximos ao local não estão em risco.

A instalação de Natanz foi um dos principais alvos da guerra de 12 dias entre Israel e o Irã, na qual os EUA também se envolveram, e foi alvo de ataques durante os combates em andamento.

O exército iraniano alertou hoje que atacará os Emirados Árabes Unidos caso novos ataques sejam lançados de seu território contra ilhas do Golfo controladas pelo Irã, mas reivindicadas pelos Emirados.

“Avisamos os Emirados Árabes Unidos de que, se forem lançadas novas agressões a partir do seu território contra as ilhas iranianas de Abu Musa e Grande Tunb, as poderosas forças armadas iranianas submeterão Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a ataques violentos”, declarou o comando operacional do exército iraniano, Khatam al-Anbiya, num comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.

As ilhas de Abu Musa e as da Pequena e Grande Tunb, localizadas no Golfo perto da entrada do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, são há muito uma fonte de tensões entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos.

Desde o início do ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, apenas um pequeno número de cargueiros e petroleiros, na maioria iranianos, atravessou o Estreito de Ormuz, segundo o observatório para o comércio global, Kpler.

Um total de apenas 116 navios de carga e petroleiros atravessaram o estreito entre 01 e 19 de março, número que representa uma queda de 95% em comparação com os períodos de paz, afirmou o grupo, com sede em Paris.

Dessas travessias, 71 foram realizadas por petroleiros, dos quais mais da metade estavam carregados, e a maioria desses navios navegou para leste.

“O tráfego é assegurado principalmente por graneleiros, petroleiros e porta-contentores”, afirmou Richard Meade, editor-chefe da Lloyd’s List, revista especializada em informações marítimas, durante uma conferência de imprensa na quinta-feira.

“No entanto, constatamos um ligeiro aumento do número de metaneiros em circulação na semana passada”, acrescentou.

A maioria dos navios que atravessam o estreito são navios iranianos ou com pavilhão iraniano, segundo Bridget Diakun, analista da Lloyd’s List Intelligence. Nos últimos dias, os navios gregos representaram 18% das travessias e os navios chineses 10%, detalhou a mesma analista na quinta-feira.

“Embora o Irã continue a controlar o estreito e a exportar o seu petróleo, o tráfego permanece, em geral, paralisado”, afirmou Meade.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araqchi, declarou que Teerã está disposta a facilitar a passagem de navios japoneses pelo estreito de Ormuz, que o Irã bloqueia no contexto da guerra, conforme noticiou hoje a agência de notícias Kyodo.

Araqchi disse na sexta-feira, em uma entrevista telefônica com a agência japonesa, que o Irã não fechou essa via estratégica, mas impôs restrições aos navios de países envolvidos nos ataques contra a República Islâmica, e que o país persa está preparado para garantir uma passagem segura a nações como o Japão — que depende em 90% do petróleo proveniente do Oriente Médio — se estas se coordenarem com Teerã.

A entrevista também foi compartilhada por Araqchi em seu canal oficial na rede de mensagens Telegram.

A questão da navegação de navios japoneses pelo estreito de Ormuz foi abordada em conversas recentes de Araqchi com o homólogo japonês, Toshimitsu Motegi, e o ministro iraniano à Kyodo, ressaltando que as discussões continuam, mas que os detalhes não podem ser revelados.

As forças israelitas atacaram hoje “alvos do regime iraniano” em Teerã, informaram fontes militares, no dia em que se completam três semanas do início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

“As Forças de Defesa de Israel (FDI) estão a atacar alvos do regime terrorista iraniano em Teerã”, indicou o órgão em um comunicado publicado às 4h06, hora local de Telavive (2h06 TMG), apenas duas horas depois de anunciar novos bombardeamentos contra posições do grupo xiita libanês Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute.

Anteriormente, várias agências iranianas, como a Nour e a Fars, informaram que explosões ocorreram no sul e no oeste de Teerã, além de um ataque aéreo em Isfahan, no centro do país.

Até o momento, não é conhecido o alcance do impacto dos bombardeios.

Bom dia.

Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com as tensões geopolíticas internacionais, ao longo deste sábado.

Estados do Golfo anunciam estar a responder a novos ataques iranianos

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