Apoios Diretos a Famílias e Empresas: Medidas para os Lesados dos Incêndios

O primeiro-ministro anunciou a aprovação de 45 medidas destinadas a apoiar as populações afetadas pelos incêndios que têm devastado o país desde julho, resultando em três vítimas mortais. Entre as iniciativas estão o acompanhamento psicossocial, a dispensa gratuita de medicamentos fornecidos pelo SNS, além de apoios para a reconstrução de casas, isenção total ou parcial de contribuições sociais para empresas, e a extensão dos prazos para obrigações fiscais e contributivas.
Descubra as medidas apresentadas por Luís Montenegro durante a conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros em Viseu, disponíveis também no comunicado do Conselho de Ministros, divulgado nesta sexta-feira.
Famílias
- Apoios financeiros diretos a indivíduos que perderam rendimentos ou bens essenciais;
- Reforço dos cuidados de saúde, com isenção de taxas moderadoras nas urgências para pacientes não referenciados e dispensa gratuita de medicamentos nas unidades de saúde do SNS;
- Apoio psicossocial para as comunidades afetadas;
- Medidas de emergência para assegurar a disponibilidade de bens de primeira necessidade;
Habitação
- Apoios para a reconstrução ou reabilitação de habitações destruídas ou danificadas. A reconstrução de residências próprias será comparticipada a 100% até 250 mil euros e 85% no valor restante;
- Opção de realojamento temporário em casos de perda total da habitação;
- Comparticipação nas obras urgentes para restabelecer condições mínimas de habitabilidade;
Empresas
- Apoios a empresas cujas instalações ou equipamentos tenham sido destruídos ou danificados;
- Medidas de compensação pela perda de rendimento e interrupção da atividade, incluindo isenção total ou parcial de contribuições para a Segurança Social de empresas diretamente afetadas e a extensão dos prazos de algumas obrigações contributivas;
- Apoio extraordinário às empresas que mantenham postos de trabalho;
- Linhas de crédito e incentivos para a recuperação da produção;
Agricultura
- Apoios para a reposição de efetivos pecuários perdidos nos incêndios;
- Indemnizações pela perda de culturas agrícolas;
- Apoio excecional aos agricultores para compensação de prejuízos, incluindo despesas não documentadas, até o valor máximo de 10 mil euros;
- Comparticipação na recuperação de explorações e equipamentos agrícolas;
- Medidas de estabilização dos solos agrícolas para prevenir erosão;
Ambiente, conservação da natureza e florestas
- Intervenções urgentes de estabilização em áreas afetadas pelo fogo para prevenir cheias, deslizamentos e erosão;
- Ações de recuperação de habitats naturais e biodiversidade;
- Apoios para reflorestação com espécies adequadas e resistentes ao fogo;
- Aprimoramento dos planos de ordenamento florestal para reduzir riscos futuros;
Infraestruturas e equipamentos
- Apoio à recuperação de infraestruturas municipais (estradas, pontes, redes de água, energia e comunicações);
- Recuperação de equipamentos coletivos (escolas, centros de saúde, instalações desportivas e culturais);
- Regime excecional de contratação pública para permitir obras rápidas, conciliando celeridade e transparência.
Além dessas medidas, o Governo aprovou uma proposta de lei que deve ser analisada pela Assembleia da República, estabelecendo medidas complementares de caráter excecional e urgente, incluindo:
- A isenção temporária de IVA nas transmissões a título gratuito de produtos destinados à alimentação de gado, aves e outros animais utilizados no trabalho agrícola, bem como para abate ou reprodução, nas áreas afetadas;
- A dispensa de autorização legal para concessão de auxílios financeiros e para a celebração de contratos ou protocolos entre autarquias e CCDR, garantindo maior agilidade na atribuição e gestão de apoios;
- A classificação como urgência imperiosa, para efeitos de contratação pública, dos atos e contratos celebrados no âmbito do regime excecional, isentando-os do visto prévio do Tribunal de Contas.
O Conselho de Ministros também aprovou um diploma a ser submetido à Assembleia da República que implementa o plano “Floresta 2050, Futuro + Verde”. O plano prevê um investimento médio anual de 246 milhões de euros até 2050 e inclui medidas para reforçar a prevenção, valorizar economicamente a floresta, esclarecer a propriedade e melhorar a governança do setor.
A atual onda de incêndios em Portugal já resultou em três mortes, incluindo um bombeiro, e dezenas de feridos, em sua maioria sem gravidade. Os incêndios destruíram total ou parcialmente residências de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias, além de áreas florestais.
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