Não ficou claro se a questão das pensões é uma linha vermelha para o PS na viabilização do documento ou se será apenas um tema que o partido irá defender durante a discussão na Assembleia da República.
De qualquer forma, o líder socialista assegurou que o PS não ignorará a possibilidade de aumentar as reformas para 520 euros, mesmo que a proposta venha de outra bancada.
“Estaremos ao lado de quem apresentar na Assembleia da República propostas para a valorização das pensões mínimas, especialmente para o regime especial dos que trabalharam na agricultura e que, tendo começado a contribuir desde muito jovens, não possuem uma carreira que garanta uma vida digna”, comprometeu-se.
Tudo o que diz respeito ao Médio Oriente, Carneiro procura evitar ao falar com os jornalistas – sobre a controvérsia envolvendo os caças F-35, o líder socialista redirecionou a questão para o pedido de audição do grupo parlamentar socialista aos ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros e, em relação aos portugueses detidos em Israel, limitou-se a elogiar o trabalho dos serviços consulares.
“Não acredito que haja desvalorização, desde logo, por parte dos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Os nossos embaixadores e cônsules formam uma estrutura diplomática de excelência. A Helena Paiva, a nossa embaixadora em Israel, é uma mulher com grande valor diplomático e sei que ela tem feito tudo o que está ao seu alcance”, defendeu, sem comentar o fato de que os quatro portugueses na flotilha humanitária ainda não haviam retornado ao território continental, enquanto ativistas italianos já tinham voltado para casa.
