Imported Article – 2026-03-04 22:30:13

Imported Article – 2026-03-04 22:30:13

A Aralab, fabricante portuguesa de câmaras climáticas, está a iniciar a produção de componentes na China para otimizar custos logísticos, reduzir prazos de entrega para a Ásia e minimizar a pegada de carbono. Esta empresa, especializada em cabines para simulação de condições meteorológicas e testes de prazos de validade de produtos, já iniciou a fabricação local e pretende expandir essa prática para outros países.

Luís Branco, CEO da Aralab, revelou ao ECO que a produção de câmaras climáticas está a ser realizada nas instalações de seus clientes na Ásia. O objetivo principal é atender à indústria farmacêutica e de biotecnologia, que são os setores mais significativos em termos de faturação.

“Mais do que uma unidade produtiva, é um processo produtivo que visa aumentar nossa competitividade. Estamos a montar localmente. Se conseguirmos economizar aproveitando cadeias de fornecimento locais, com preços mais baixos e qualidade tecnológica, esse é um caminho natural da Aralab para se estar mais perto dos clientes, tanto em termos comerciais quanto operacionais e de produção,” disse Luís Branco.

A operação da Aralab no mercado chinês é desenvolvida em parceria com a Memmert desde 2024 e envolve contratos com grandes nomes, como a AstraZeneca. Após dois anos, o plano é encurtar a cadeia de abastecimento, pois a empresa ainda depende de atravessar a Europa para enviar suas câmaras climáticas à segunda maior economia do mundo. “O mundo está cada vez mais global, e precisamos acelerar alguns processos,” sintetiza.

Transportar uma câmara de Portugal para a China, Japão ou Coreia leva um ou dois meses e, atualmente, o mercado não pode mais se dar ao luxo disso. O cliente compra e não quer esperar três ou quatro meses pelo equipamento; portanto, precisamos estar mais próximos deles.

Fundada em 1985 pelos irmãos João e Eduardo Araújo, a Aralab tem sua sede em Rio de Mouro, Sintra, e conta com cerca de 110 funcionários. No ano passado, o volume de negócios alcançou 19 milhões de euros, impulsionado principalmente pelas vendas para o setor farmacêutico e laboratórios de biotecnologia (câmaras para plantas). A previsão para 2026 é de um crescimento em torno de 10%, alcançando entre 22 e 23 milhões de euros.

“Estamos em uma fase de crescimento. Esta semana, contratamos duas ou três novas pessoas, pois 2025 foi um ano muito positivo em termos de pipeline de encomendas, e conseguimos bastante trabalho. Além de continuar recrutando, a Aralab está avaliando outros modelos de negócio e formas de trabalhar para manter nosso desenvolvimento e aposta na internacionalização,” destacou o gestor.

A Aralab fez toda a sua atividade internacional por meio da exportação através de uma rede de distribuidores em cerca de 80 países. Até a segunda metade deste ano, a empresa deve abrir uma representação comercial na Europa, que normalmente é o primeiro passo antes da abertura de uma filial, como adiantou o CEO da Aralab.

“Nossas vendas são feitas através de distribuidores, nossos parceiros, que são responsáveis pela pré-venda, promoção, comunicação e captação de negócios. O próximo passo em nossa internacionalização e crescimento em mercados externos é estarmos presentes, com representações nesses mercados. Isso ocorrerá, certamente, em 2026, possivelmente ainda no primeiro semestre,” disse.

A Aralab exporta cerca de 85% das câmaras que produz em Rio de Mouro. Além dos setores farmacêutico e biotecnológico, vende para a indústria automotiva, aeroespacial e alimentar. Entre seus clientes, estão empresas como Bayer, TAP, Bosch, Continental, Airbus, Thales, Renault, Jaguar Land Rover, Fraunhofer e Tesla.

Quando questionado sobre a localização da primeira representação comercial fora de Portugal, Luís Branco afirmou que não será na Alemanha, mas que fará um anúncio oficial “daqui a algumas semanas”. “Espero que aconteça em breve e será dentro do espaço europeu, pois nossos principais mercados externos são os europeus,” comentou.

No médio prazo, a meta é aplicar este modelo nos Estados Unidos, onde também existem desafios de distância e prazos de entrega, como ocorre na China. Entretanto, esse investimento está planejado para daqui a dois anos: “Nos Estados Unidos, começamos há pouco tempo com uma parceria e estamos dando os primeiros passos; algumas oportunidades de negócio começarão a surgir… Mas ainda é um pouco cedo para avançar nessa direção.”

ondaCoimbra.pt
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.